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Julguei ter esquecido

Aqui vem um sentimento que eu julguei ter esquecido. 

Aquele sentimento que mexe contigo tanto como outro qualquer, mas que marca, seja de que forma for. 

Aquele sentimento inexplicável que de quando vês alguém que te põe o sistema a mil. Das pequenas "borboletas" no estômago antes de um primeiro encontro devido ao nervosismo. A vontade inesgotável de agradar e de fazer boa figura. A espera por uma resposta a uma mensagem que parece interminável. O raio de adrenalina que percorre o teu corpo quando é tocado. 

Aquele sentimento inexplicável do primeiro beijo que parecia nunca mais acontecer. 

Aquele sentimento que tu não consegues definir. Aquele sentimento ao qual tu não consegues impor limites. Aquele sentimento de deixar fluir. 

Eu chamo-lhe amor. Mas há quem lhe chame apego. 

Apego é o tapar de uma lacuna deixada por alguém que te magoou. É quando usas alguém com o propósito de te fazeres esquecer do mal que te foi infligido. 

Amor, é o prazer que essa pessoa te dá através de sensações. É o que sentes. É o que transmites e te é transmitido. 

É a junção de dois seres num só. 

É um sentimento de realização e plenitude sem comparação. 

Eu sou apaixonada. Por muitas coisas e por algumas pessoas. 

Sou uma romântica incurável e um coraçãozinho mole que sempre procurou uma coisa básica: reciprocidade. E nunca a encontrei

Talvez por dar demais, querer demais, desejar demais, pecar demais ou pura e simplesmente por exigir demais. 

Quero o amor fácil. Aquele que eu julguei ter esquecido e que agora me tem vindo dar umas pequenas luzes daquilo que é. 

Quero o amor mútuo, simples e descomplicado. O amor que não precisa de um "amo-te". O amor que é demonstrado através de pequenos feitos, pequenas carícias e poucas palavras. 

Eu quero voltar a estar apaixonada, e não voltar a esquecer-me disso. 

Eu, quero o amor. Mas acho que o amor não quer a mim. 

Serei pouco digna, ou digna demais? 




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