Subitamente o mundo pára. E só te tenho a ti à frente com aquele olhar ternurento e selvagem que deixa transparecer um "só te quero dar um beijo". Debato-me e tento não te fixar por mais de dois segundos na esperança de conseguir desviar o olhar de forma a não te ter no meu campo de visão. Mas não consigo. Estás demasiado perto e eu não te quero afastar. Não me mexo e permaneço imóvel. Vais falando comigo enquanto me olhas nos olhos e te perdes nos meus lábios. Tento não notar mesmo sabendo que estou a mil. Pousas a mão no meu pescoço, ouves-me suster a respiração e arrepias-me lentamente. Continuo a debater-me na esperança de conseguir resistir-te. Não consigo, e deixo-me ir. Toco-te e aproximo-me. Falamos um com o outro à distância de meros centímetros. Deslizas o lábio pela minha boca e deixas esboçar um pequeno sorriso de quem sabe plenamente o que está a fazer. E eu, finjo que não me incomodou mesmo sabendo que todo o meu sangue fervilha por dentro. Dou sinais disso devi…
Bem-vindo. Senta-te e põe-te confortável. Respira fundo. Lê-me. Por partes, ou por inteiro. Mas, já que estás aqui, desfruta. Desfruta de palavras que não vão embora com o vento e de sentimentos que ninguém te tira. Deixa-te levar. Não te contenhas. Perde-te comigo e fica o tempo que quiseres.