E hoje, somos como os textos inacabados que escrevo e que viram folhas espalhadas e amachucadas pelo chão do meu quarto. Fomos um livro sem ordem. Sem qualquer tipo de princípio meio ou fim. Fomos um rascunho a lápis ao qual nunca chegou a ser dado tempo para que pudesse ser passado a limpo. Fomos algo que foi facilmente apagado. Tentei passar os bloqueios de escrita da nossa história, uma e outra vez. Mas cheguei à conclusão de que todos os meus esforços foram em vão. De que o mais certo será eu apanhar todas essas folhas e colocá-las no caixote do lixo. Sabes porquê? Porque inspiração não me falta. E tão pouco me faltam novas personagens principais protagonistas das minhas histórias. Personagens desejosas de atenção, com uma sede insaciável de carinho. Pessoas que, de facto, se importam. Ao contrário de ti. Que te acomodaste ao facto de eu escrever para ti. De achares que te dava protagonismo suficiente para não mexeres uma palha por mim. Enganas-te. Não escrevi para ti. Escrevi sob…
Bem-vindo. Senta-te e põe-te confortável. Respira fundo. Lê-me. Por partes, ou por inteiro. Mas, já que estás aqui, desfruta. Desfruta de palavras que não vão embora com o vento e de sentimentos que ninguém te tira. Deixa-te levar. Não te contenhas. Perde-te comigo e fica o tempo que quiseres.