Desde pequena que sempre me ensinaram a ser genuína e fiel a mim própria. O que é antagónico ao mundo em que vivo no qual estou sobre a pressão constante de ter de ser o que todos esperam que eu seja. Um mundo onde o que é fingido é que é bom, desde que agrade. Não me enquadro, não me conformo e acabo por me sentir deslocada. Não preciso de agradar a quem quer que seja, nem tão pouco quero fazê-lo. Não quero ser mais uma marioneta nas mãos de gente que só quer que os outros estejam bem mas nunca melhor que eles. Não quero ser manipulada e manejada como uma peça de barro sem forma. Nasci formatada e moldei-me ao longo do tempo à luz dos meus princípios e valores, sejam eles quais forem, fazendo ou não sentido. Não preciso de fazer sentido nem de ser compreendida. Prefiro que ninguém me entenda. Julguem sem conhecer e afoguem-se na mediocridade típica de quem não se conhece a si próprio. Eu conheço-me. Sei que tenho mau feitio e que sou carente em demasia. Sei que sou mal interpretada e…
Bem-vindo. Senta-te e põe-te confortável. Respira fundo. Lê-me. Por partes, ou por inteiro. Mas, já que estás aqui, desfruta. Desfruta de palavras que não vão embora com o vento e de sentimentos que ninguém te tira. Deixa-te levar. Não te contenhas. Perde-te comigo e fica o tempo que quiseres.