Devo ser desinteressante. Provavelmente beiro o aborrecido. Não entendo. Sou eu que afasto as pessoas, sou eu que não lhes dou o que elas necessitam, sou eu que não sou suficiente? Ou são as pessoas que não valem a ponta de um corno? Estou dividida, e continuo na dúvida. Eventualmente, toda a gente se cansa de mim. Ou sou eu que me canso delas inconscientemente e elas limitam-se apenas a acompanhar. A verdade, é que são raras as pessoas que escolhem acompanhar-me. Não por obrigação, mas sim por força de vontade. Já dei voltas e voltas à cabeça, e continuo sem entender. Dou tanto por tanta gente, e quando peço, peço pouco. Peço companhia. Peço atenção. Peço entrega. Eu, entrego-me. De corpo e alma. Dou até dizer chega, e mesmo assim, penso que nunca chega. E o que recebo? Vistos nas mensagens, caixas de voicemail nas chamadas, olhares desviados em encontros aleatórios no meio da rua. E mesmo assim, julgo que o problema está em mim. E de facto, está mesmo. As pessoas aproveitam-se da mi…
Bem-vindo. Senta-te e põe-te confortável. Respira fundo. Lê-me. Por partes, ou por inteiro. Mas, já que estás aqui, desfruta. Desfruta de palavras que não vão embora com o vento e de sentimentos que ninguém te tira. Deixa-te levar. Não te contenhas. Perde-te comigo e fica o tempo que quiseres.