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Mensagens

Estado civil: feliz

Provavelmente ingénua e despreocupada em demasia, mas feliz. Muito feliz.  Não consigo por em palavras o quão realizada me sinto neste momento. Tenho andado bem e sei, com certezas, que nunca disse esta frase de forma tão assertiva como agora. Sinto-me eu própria. Sinto-me, estranhamente, completa. Talvez por ser uma romântica incurável ou então, pura e simplesmente por finalmente ver preenchidos todos os requisitos que sempre impus. Não preciso de saber o que raio estou a fazer em concreto. Não preciso de rótulos nem tão pouco de ter as coisas claras como água. Pela primeira vez, não me interessam esclarecimentos. Não preciso de clarificar nada. Tenho a cabeça pousada e o coração no sítio. Não me importam as definições ou as cláusulas do contrato que é feito ao estar com alguém. Somos os papéis não assinados da vida a dois que podemos vir a ter. Ando risonha e bem disposta. Ando tão desmedida e transbordo felicidade. Não és uma coisa, mas és uma coisinha boa. Demasiado boa. Demasiado…

Recorda-me

Tenho medo de virar pó. Receio que me mandes cremar como fazes com todas as memórias de que te recusas lembrar. Receio que me reduzas a cinza, a pó e consequentemente a nada. Até que não reste nada de mim ou de nós.Sabes, comigo é o tudo ou nada e eu nunca gostei das coisas à base do quase. E eu sempre recebi quase nada de quem nunca se preocupou com a minha necessidade de receber o quase tudo.  Sou perita em procurar água em poços sem fundo. Sou especialista em depositar esperanças em pessoas vazias e em desiludir-me constantemente. Sou uma romântica incurável que vê algo carinhoso em tudo. Faz parte de mim. Pareço segura, independente e certamente, mostro não precisar de ninguém. No fundo, honestamente, preciso. Tenho medo de estar só. Preciso de companhia. Preciso de alguém que caminhe a meu lado e que não receie o inesperado que possa vir pela frente. Preciso de alguém que consiga manter-se ao nível. Que surpreenda diariamente, que dê mais, que faça mais. Alguém que seja capaz de …

Julguei ter esquecido

Aqui vem um sentimento que eu julguei ter esquecido. Aquele sentimento que mexe contigo tanto como outro qualquer, mas que marca, seja de que forma for. Aquele sentimento inexplicável que de quando vês alguém que te põe o sistema a mil. Das pequenas "borboletas" no estômago antes de um primeiro encontro devido ao nervosismo. A vontade inesgotável de agradar e de fazer boa figura. A espera por uma resposta a uma mensagem que parece interminável. O raio de adrenalina que percorre o teu corpo quando é tocado. 
Aquele sentimento inexplicável do primeiro beijo que parecia nunca mais acontecer. 
Aquele sentimento que tu não consegues definir. Aquele sentimento ao qual tu não consegues impor limites. Aquele sentimento de deixar fluir. 
Eu chamo-lhe amor. Mas há quem lhe chame apego. Apego é o tapar de uma lacuna deixada por alguém que te magoou. É quando usas alguém com o propósito de te fazeres esquecer do mal que te foi infligido. Amor, é o prazer que essa pessoa te dá através de se…

"Se sabes o que sinto, sabes o que sou" 

Será?
E se te escondo o que sinto, diz-me: sabes quem sou?Provavelmente não. 
Mas eu vou dizer-te quem sou, ou quem julgo ser.Sou assim meia que estranha e descompensada e sei que, provavelmente, não faço o menor sentido (da maioria das vezes).Sou extrovertida (provavelmente em demasia) e um tanto espalhafatosa.Sou, geralmente, bem disposta e alegre.
Adoro rir e fazer os outros rir.
Sou meia que sentimental e também uma romântica incurável.
Gosto de beijinhos na testa e abraços aleatórios.
Sou carente e extremamente necessitada.
Sou honesta, às vezes até demais. Tenho o coração ao pé da boca e digo, claramente, tudo o que penso (embora às vezes devesse pensar no que digo).
Sou ansiosa faço uma tempestade num copo de água de todas as situações e mais algumas. Tenho ataques de pânico frequentes.
Sou eufórica.
Sou apaixonada pela vida e por vezes por alguém.
Apego-me muito a pequenos gestos e valorizo atitudes aparentemente invisíveis.
Presto muita atenção a pequenos detalhes.
Tenho uma pequena obses…

"Lamento, mas sabes-me a pouco" 

Este é mais um dos meus sarcasmos dos quais geralmente te queixas.
Não lamento, pelo contrário.Agradeço a todas as estrelinhas e mais algumas por te terem tirado da minha vida.
Tornaste-te um arco íris sem cor na vida de uma mulher que precisa de ter a vida pintada de cores alegres. És sombrio e sem cor. És apagado e sem vida. Não transmites nada a não ser insegurança e essa típica arrogância que te esforças por manter.
Esforças-te em demasia e não é para te tornares numa pessoa melhor. Tentas agradar quem não deves e esqueces-te de fazer mais por quem te quer bem. Não te quero bem, sorry not sorry.
Não sou rancorosa mas ver-me-ia extremamente realizada se no futuro viesse a saber que te deste mal na vida.
Afinal de contas: não foi sempre isso que quiseste para mim?
Se fosse infeliz? Que passasse manhãs, tardes e noites a chorar por ti? Que não saísse da cama?Pois bem, a verdade é que nada disso aconteceu.
Lidei contigo da mesma forma com que lido com a chuva: protegendo-me.
Criei uma barreir…

Stand Out 

"Why are you trying so hard to fit in when you were born to stand out?" 
Ian Wallace


Não há maior verdade que esta. 
Passamos uma vida inteira à procura de aprovação e integração social. Buscamos eternamente a aceitação dos vários grupos de pessoas que nos rodeiam. A grande pergunta é: para quê? 
Somos todos diferentes. É isso que torna as relações interpessoais interessantes. A imprevisibilidade, a irreverência e a diferença. Nada substitui a tentativa de decifrar alguém que não se conhece. De dar tempo ao tempo para se descobrir cada fraqueza e cada ponto de força. Para descobrir o ponto de equilíbrio entre nós e outra pessoa. 
Já imaginaram que fossem todos iguais a nós próprios? Não teria piada nenhuma. 
O mundo está cheio de bestas quadradas, pacifistas, pessoas felizes e infelizes, alternativos, religiosos, etc. 
Com certeza, também de muita gente igual a mim. E posso garantir-vos, com todas as certezas e mais algumas, que um mundo repleto de pessoas como eu, não seria um mun…

Adeus 2.0

Sempre larguei tudo por ti.  Sempre deitei fora o que tinha como garantido só por mais uma chance de te ter. Uma oportunidade para tentar, mais uma vez. Já sabemos o resultado: nunca resulta. Somos demasiado diferentes e jamais conseguiremos remar na mesma direção. Sempre deixei toda a gente por ti. Bastava apareceres e eu trocava o certo pelo errado, e ficava contigo sabendo que nunca conseguiremos fazer um acerto juntos. Durava meros dias. E depois eu ficava sozinha de novo. A verdade, é que te dei demasiado protagonismo. Dei-te demasiadas oportunidades, bem mais do que aquelas que consigo contar. Nunca representaste novidades. Foste sempre o mesmo, tanto em defeitos como em qualidades. Sempre tiveste as mesmas manias e facetas que sabias que impossibilitavam que desse certo. Nunca te importaste em moldar-te a mim nem tão pouco deste valor a todas as pessoas que eu deixei para trás por ti. Mas a culpa é minha. Por achar que a nossa história tinha continuação, passasse o tempo que pa…