Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Adeus 2.0

Sempre larguei tudo por ti.  Sempre deitei fora o que tinha como garantido só por mais uma chance de te ter. Uma oportunidade para tentar, mais uma vez. Já sabemos o resultado: nunca resulta. Somos demasiado diferentes e jamais conseguiremos remar na mesma direção. Sempre deixei toda a gente por ti. Bastava apareceres e eu trocava o certo pelo errado, e ficava contigo sabendo que nunca conseguiremos fazer um acerto juntos. Durava meros dias. E depois eu ficava sozinha de novo. A verdade, é que te dei demasiado protagonismo. Dei-te demasiadas oportunidades, bem mais do que aquelas que consigo contar. Nunca representaste novidades. Foste sempre o mesmo, tanto em defeitos como em qualidades. Sempre tiveste as mesmas manias e facetas que sabias que impossibilitavam que desse certo. Nunca te importaste em moldar-te a mim nem tão pouco deste valor a todas as pessoas que eu deixei para trás por ti. Mas a culpa é minha. Por achar que a nossa história tinha continuação, passasse o tempo que pa…

Quantas?

Diz-me, honestamente.
Diz-me quantas vezes é que te sentiste grato por eu ter nascido. Diz-me quantas vezes é que falaste de mim de boca cheia e com o orgulho típico que qualquer pai sente, ou deve sentir.  Diz-me quantas vezes é que disseste que te sentias feliz por me ter como tua filha.  Diz-me quantas vezes referiste que gostas de mim.  Diz-me quantos elogios e qualidades me reconheceste ao longo dos meus vinte anos de vida. Diz-me quantas vezes é que me disseste ''boa, filha''.  Diz-me quantas vezes é que conseguiste evitar um ''eu avisei''.  Diz-me quantas críticas me fizeste. Diz-me quantas vezes é que quiseste ouvir os meus problemas. Diz-me quantas vezes é que me deste a mão quando eu bati no fundo.  Diz-me quantas vezes é que estiveste disposto a saber algo da minha vida.  Diz-me quantas vezes foste egocêntrico e usaste a desculpa do ''agora não filha, não tenho tempo''. Diz-me quantas vezes é que me perguntaste se precisava de…

Tudo passa, eventualmente 

E faz um hoje um mês que tomei uma decisão. Não é motivo de orgulho nem de desilusão própria. Não foi, certamente, uma ato de coragem nem tão pouco de cobardia, mas sim um ato de desespero. Não havia saída. Pelo menos, era que eu achava. Não houve uma luz ao fundo do túnel, uma voz a ecoar na minha cabeça a dizer que dias melhores estariam para vir, nem um anjinho pousado no ombro a dizer "não faças isso". Sou sensível e emotiva na mesma medida em que sou forte e determinada. Sou 8 ou 80 e não arranjo pontos intermédios. E este, foi mais um dos muitos exemplos que comprovam a minha polaridade. Andava triste e em baixo de vez em quando mas conseguia aguentar-me. Como qualquer ser humano, tenho limites e há coisas que pior do que custarem a engolir, custam ouvir. Ouvi o que não quis. Segundo dizem, era algo positivo. Não o vi dessa forma. Talvez por não ter sido dito como um encorajamento ou então estava mesmo pouco lúcida e levei aquilo como uma crítica, mais uma. Senti-me fr…

Sinto muito por sentires tão pouco

Tenho pena.  
Tenho pena que te tenhas saturado do meu feitio e manias. Que o meu sorriso tenha deixado de ser contagiante. Que o meu corpo já não te desperte desejo. Que não te chame à atenção. Que não te interesse. Que não te cative como no primeiro dia. O que sinto é apenas pena.  Mas tu não tens culpa. Não te julgo nem censuro. Não sei se o problema é meu, se teu. Meu por me desleixar e deixar de demonstrar diariamente aquilo que eras para mim e por te relembrar do quanto mexias comigo, ou teu. Teu por te teres desinteressado. Por teres deixado de me querer. Por teres fracassado. Sim. Lamento, mas fracassaste. Começaste bem. Entraste na minha vida com o pé direito. Pela primeira vez fizeste a menina ponderada pensar "entrega-te uma última vez". Vejamos onde chegamos. Mas apareceste e viraste o meu mundo do avesso. E eu, apeguei-me. Admito. Pergunto-me se algum dia encontrarei alguém que goste mais que eu, que dê mais que eu. Como sempre disse, não dou para receber e muit…

Para a futura namorada do meu ex

Trata bem dele. Sê fiel e dedicada. Põe-te bonita como o belo brinquedo de exposição que vais ser para os amigos dele. Dá-lhe toda a atenção que puderes dar e não ouses distribui-la por mais ninguém. Esforça-te por ser memorável. Depois de ele me ter perdido com certeza dar-te-à valor.  Não penses que sou convencida demais, pelo contrário. Sei que não me foi dado valor. Que fui desprezada como se não valesse nada. Sei que o deixei. E que, como tal, ele precisou de alguém que lhe tirasse a carência de todo o carinho que ele em tempos recebeu e ao qual não prestou atenção. Foi então que tu apareceste.  Provavelmente terás feito de tudo para o agradar. E acredito que o tenhas conseguido, no início. Porque agora ele está contigo, mas pensa em mim. Não sou culpada e não faço de propósito.  Mas não te preocupes. Vou ter por ti o respeito que todas as outras não tiveram por mim. Não lhe vou dar conversa é tão pouco combinar encontros com ele nas tuas costas.  Quanto a ti: não faças cenas de ciúm…

Vi-te

Voltaste a aparecer. Cruzei-me contigo na rua e o meu coração parou. Os meus joelhos fraquejaram mas não da maneira que eu gostaria. Não fraquejaram por amor mas sim por medo. Chama-me infantil e descabida mas dás-me borboletas. Mas não daquelas que voam dentro de nós quando mexem connosco. São aquelas que só ficam bem quando afogadas em vinho barato. Só te quero quando não estou sóbria. Quando não estou em mim e creio que preciso de ti. Não preciso. Fazes-me fraquejar mas não mexes comigo. Cada vez que apareces magoas-me. Desde a nossa primeira conversa que me dás emoções mistas. Sempre foste enigmático e inconstante e um tanto imprevisível. Talvez tenha sido esse o problema. Não me davas segurança. Fraquejavas e hesitavas sempre que era suposto dar um passo em frente. Deixavas-te consumir pelo receio. E não deixavas que a adrenalina se apodera-se de ti. Como consequência o conformismo apoderou-se de mim. E fraquejo quando te vejo porque a minha mente é invadida por todos os planos q…

True to myself

Desde pequena que sempre me ensinaram a ser genuína e fiel a mim própria. O que é antagónico ao mundo em que vivo no qual estou sobre a pressão constante de ter de ser o que todos esperam que eu seja. Um mundo onde o que é fingido é que é bom, desde que agrade. Não me enquadro, não me conformo e acabo por me sentir deslocada. Não preciso de agradar a quem quer que seja, nem tão pouco quero fazê-lo. Não quero ser mais uma marioneta nas mãos de gente que só quer que os outros estejam bem mas nunca melhor que eles. Não quero ser manipulada e manejada como uma peça de barro sem forma. Nasci formatada e moldei-me ao longo do tempo à luz dos meus princípios e valores, sejam eles quais forem, fazendo ou não sentido. Não preciso de fazer sentido nem de ser compreendida. Prefiro que ninguém me entenda. Julguem sem conhecer e afoguem-se na mediocridade típica de quem não se conhece a si próprio. Eu conheço-me. Sei que tenho mau feitio e que sou carente em demasia. Sei que sou mal interpretada e…