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Mensagens

Lost

Creio que me perdi em ti de forma tão estranha que sabe tal e qual como se tivesse acabado de me encontrar.

Quero viver no limiar do desconhecido e do imprevisível. Sem planos e sem regras. Sem impôr limites.
Quero poder atirar-me de cabeça sem pensar no que me espera.
Quero vaguear pela tua alma sem indicações e sem mapas. Quero conhecer cada canto e cada curva do teu corpo.

Perde-te comigo.
Fecha os olhos e confia cegamente, só desta vez.
Deixa-me acompanhar-te no quer que esteja para vir.

Vamos cometer loucuras. Vamos fazer o impensável e desafiar o impossível.
Não vamos temer o futuro. Vamos ansiar o amanhã sem nos acanharmos quando chegar. Sem contenções e sem pensar em demasia.

Pões-me a vida do avesso e deixas-me a mil. Deixaste-me desnorteada e preciso que me indiques o norte.

Quero continuar perdida mas não quero perder-te. Não antes de poder esgotar esta sede insaciável que tenho de ti.

Quero perder-me até ti e só em ti encontrar o caminho de volta a mim.

Espero que te perc…

Flaws

Diz-me.  Diz-me qual é o teu maior defeito.  Preciso urgentemente de descobrir um. 
Estou completamente emaranhada na tua personalidade.  És estupidamente enigmático e eu sou estupidamente curiosa. 
A perfeição não existe aos olhos de quem a procura. Não procuro as tuas qualidades mas só essas chegam até mim. 
Preciso de um defeito. Preciso de algo que me faça pôr-te na prateleira do “não me interessa”. Preciso de algo que me faça poder deixar-te a apanhar pó. 
Mas não o tenho. 
E foda-se, eu preciso dele. 
Preciso dele porque não me canso até te decifrar. Não me farto de te tentar entender. Não me farto de tentar perceber o que raio tens tu que me faz ter tanta vontade de querer mais, ter mais, saber mais e certamente descobrir mais. Vou até à exaustão só para te poder conhecer. 
Procuro a plenitude do teu corpo e acima de tudo a imensidão da tua alma.  
Procuro-te uma falha. Eu sei que as tens. Mostra-as. Deixa-me vê-las a todas e não te esqueças de nenhuma. 
Dá-me algo que me faça parar de te …

Bailando

"Para dançar o tango são precisos dois".

Creio que acontece o mesmo nas relações. A poesia perfeita de dois corpos e duas almas.

Eras o meu parceiro no tango. Fogoso, constante e determinado. Previas o meu próximo passo e guiavas-me no grande palco de espetáculos que é a vida.

Actuávamos perante uma plateia exigente e insatisfeita mas sem nunca tirarmos os olhos um do outro.Criticávamos a performance um do outro sempre com um intuito de nos aperfeiçoarmos.

Éramos um duo e recusávamos-nos a dançar com qualquer outro parceiro.
O parceiro certo torna tudo mais divertido. Foste o parceiro que me acompanhou as quedas e as lesões. Fui a parceira que te pôs a postura no sítio e te fez dançar no compasso certo.

Sempre precisámos de prática. De treinos intensos e intermináveis. De melhorar juntos. De pisar nos mesmo sítios.
Falhaste no dia em que quiseste fazer um solo aos olhos do mundo. Fugiste ao nosso estilo de dança e bailaste noutro palco.

E agora eu bailo sozinha e quanto a ti…

Homens

Odeio homens como tu.  Pertences à pequena subclasse dos homens que são seguros de si próprios e que andam no meio da rua de cabeça erguida e de nariz empinado. 
Fazes parte do pequeno grupo que sabe tratar uma mulher em condições. Achei que tal coisa já estivesse extinta. Enganei-me, pelos vistos. 
Sabes como agradar. Sabes dizer a coisa certa no momento propício e fazer uma carícia na altura em que mais necessito. 
Não me conheces na totalidade mas decifras-me com um olhar, arrepias-me com um toque e derretes-me com uma palavra. 
És a pessoa mais simples que conheço e ao mesmo tempo a mais enigmática. 
És muito mais que aquilo que está “à vista”. És cheio de vida e de cor. És um 8 ou 80. Tens um sentido de humor inexplicável e uma vibe incompreensível. 
És diferente. E o que é diferente é bom. 
Detesto-te por seres assim. 
Dás-me vontade de querer saber mais, descobrir mais, tocar-te mais, beijar-te mais e querer-te, ainda, mais. 
Gosto da tua companhia e adoro ter-te por perto. 
Realças o mel…

Rockabye

A verdade é “rockaste” o meu mundo por completo e o adeus não tardou em chegar. Fomos como a melodia perfeita que ficou sem letra. Não tivemos lírica ou métrica e não correspondemos à norma. Prendi-me a ti da mesma forma que uma nota musical se prende a uma pauta. Não obedeci a ritmos e não agi na batida. Sou a nota solta da sinfonia que é a vida e que ainda não encontrou a música perfeita para ficar. Quis que me tocasses delicadamente mas a inspiração não tardou em falhar. Fui mais uma guitarra desafinada a tentar fazer sucesso no meio da orquestra. És músico e eu poeta. Ligam-nos as palavras. Ligam-nos as frases soltas e as metáforas sentidas. És fã de rimas e eu não rimo com nada. Sentes o que cantas e eu escrevo o que sinto. Segues regras e eu não as tenho. Queres ter quem te ouça e eu quero ter quem me leia. Gosto de te ouvir mas tu não me sabes ler. Tu gostas do barulho e eu gosto do silêncio. Interpreto-te em versos e tu interpretas-me em linhas. Acabamos por ser dois incompree…

Girl Power 

Quem me conhece, sabe que tenho tatuado no antebraço direito duas palavras: grl pwr (sim, tirei-lhes as vogais).  Há quem não entenda. Há quem não ache necessário e talvez até estúpido. Há quem condene e não concorde.  Para mim, faz sentido. 
Todos os dias, quando me visto ou dispo, vejo o que tenho escrito no braço. 
É um puro lembrete. 
Olho e penso: tu podes, tu consegues, TU, mulher, tens poder. 
E a verdade é que tenho. Eu e todas as mulheres. 
Sou feminista. 
E antes de vos explicar o que é, de facto, o feminismo, vou dar-vos um exemplo (triste) de um comentário que uma alma deste mundo fez acerca do assunto: 


Esta preciosidade foi escrita por...... uma mulher. 
De facto não és retrógrada................... És atrasada mental. (Ser feminista não quer dizer que não possa fazer os insultos que me derem na real gana). 
O feminismo não resume ao poder vaginal nem ao nudismo. 
Aqui vai uma pequena definição para quem não sabe: 



Agora que já estamos todos na mesma página (espero eu) vou dar-vos a …

Quando nem os santos te ajudam

Acordas às 8h da manhã com uma dor de cabeça dos diabos com o barulho da vizinha a gritar com o cão porque fez xixi no tapete.
Tentas adormecer mas só ecoa na tua cabeça a voz da velha a dizer “é sempre a mesma merda, levo-te à rua para quê?!”.
Decides levantar-te. Sentas-te na cama e tentas a todo o custo calçar a pantufa esquerda no pé esquerdo e a direita no pé direito. Enganas-te e começas a ficar frustrada.
Vais à casa de banho e ficas com o rabo colado à sanita durante 10 minutos enquanto pensas no longo dia que vais ter pela frente.
Entretanto vais à cozinha e preparas um pequeno almoço desleixado e sentas-te no sofá a ver televisão. Começas a fazer zapping e a escolha é pouca: notícias deprimentes, a Cristina Ferreira e a sua voz estridente ou as cartas daquela velha da qual nunca te lembras do nome.
Que sejam as cartas. “Quer saber como vai ser o seu dia hoje?” Não. Mas vês. E imediatamente ficas a saber que mais valia teres hibernado porque hoje é um mau dia porque a bolsa c…

Carta para um namorado comum

Olá,  Hoje falo para ti.  Como estás? Provavelmente feliz e maravilhado com a pessoa que
tens a teu lado.  Ela é gira, não é? Tem aquele sorriso contagiante e aquela alegria
desmedida que tu nunca entendeste de onde vem.  Eu sei, provavelmente neste momento ela está a querer que a enchas
de beijinhos e abraços... é tão necessitada de carinho que até é de estranhar.
Nem a porcaria de um texto consegues ler em paz...  Provavelmente passou a semana toda a querer estar colada a ti e a
tirar fotos para por no instagram.  Eu sei que é chato... Provavelmente estás com a cabeça ocupada a
pensar nos teus problemas e não estás com paciência para as necessidades de
atenção de uma mulher que devia ser mais segura de si própria.  Deves estar cansado. Trabalhaste a semana inteira, respondeste
constantemente às mensagens dela, tentaste manter o contacto com todos os teus
amigos, cumpriste as tarefas de casa e estás a rebentar pelas costuras. És um
homem atarefado e não tens tempo para te preocupar com cois…

Estado civil: feliz

Provavelmente ingénua e despreocupada em demasia, mas feliz. Muito feliz.  Não consigo por em palavras o quão realizada me sinto neste momento. Tenho andado bem e sei, com certezas, que nunca disse esta frase de forma tão assertiva como agora. Sinto-me eu própria. Sinto-me, estranhamente, completa. Talvez por ser uma romântica incurável ou então, pura e simplesmente por finalmente ver preenchidos todos os requisitos que sempre impus. Não preciso de saber o que raio estou a fazer em concreto. Não preciso de rótulos nem tão pouco de ter as coisas claras como água. Pela primeira vez, não me interessam esclarecimentos. Não preciso de clarificar nada. Tenho a cabeça pousada e o coração no sítio. Não me importam as definições ou as cláusulas do contrato que é feito ao estar com alguém. Somos os papéis não assinados da vida a dois que podemos vir a ter. Ando risonha e bem disposta. Ando tão desmedida e transbordo felicidade. Não és uma coisa, mas és uma coisinha boa. Demasiado boa. Demasiado…

Recorda-me

Tenho medo de virar pó. Receio que me mandes cremar como fazes com todas as memórias de que te recusas lembrar. Receio que me reduzas a cinza, a pó e consequentemente a nada. Até que não reste nada de mim ou de nós.Sabes, comigo é o tudo ou nada e eu nunca gostei das coisas à base do quase. E eu sempre recebi quase nada de quem nunca se preocupou com a minha necessidade de receber o quase tudo.  Sou perita em procurar água em poços sem fundo. Sou especialista em depositar esperanças em pessoas vazias e em desiludir-me constantemente. Sou uma romântica incurável que vê algo carinhoso em tudo. Faz parte de mim. Pareço segura, independente e certamente, mostro não precisar de ninguém. No fundo, honestamente, preciso. Tenho medo de estar só. Preciso de companhia. Preciso de alguém que caminhe a meu lado e que não receie o inesperado que possa vir pela frente. Preciso de alguém que consiga manter-se ao nível. Que surpreenda diariamente, que dê mais, que faça mais. Alguém que seja capaz de …

Julguei ter esquecido

Aqui vem um sentimento que eu julguei ter esquecido. Aquele sentimento que mexe contigo tanto como outro qualquer, mas que marca, seja de que forma for. Aquele sentimento inexplicável que de quando vês alguém que te põe o sistema a mil. Das pequenas "borboletas" no estômago antes de um primeiro encontro devido ao nervosismo. A vontade inesgotável de agradar e de fazer boa figura. A espera por uma resposta a uma mensagem que parece interminável. O raio de adrenalina que percorre o teu corpo quando é tocado. 
Aquele sentimento inexplicável do primeiro beijo que parecia nunca mais acontecer. 
Aquele sentimento que tu não consegues definir. Aquele sentimento ao qual tu não consegues impor limites. Aquele sentimento de deixar fluir. 
Eu chamo-lhe amor. Mas há quem lhe chame apego. Apego é o tapar de uma lacuna deixada por alguém que te magoou. É quando usas alguém com o propósito de te fazeres esquecer do mal que te foi infligido. Amor, é o prazer que essa pessoa te dá através de se…

"Se sabes o que sinto, sabes o que sou" 

Será?
E se te escondo o que sinto, diz-me: sabes quem sou?Provavelmente não. 
Mas eu vou dizer-te quem sou, ou quem julgo ser.Sou assim meia que estranha e descompensada e sei que, provavelmente, não faço o menor sentido (da maioria das vezes).Sou extrovertida (provavelmente em demasia) e um tanto espalhafatosa.Sou, geralmente, bem disposta e alegre.
Adoro rir e fazer os outros rir.
Sou meia que sentimental e também uma romântica incurável.
Gosto de beijinhos na testa e abraços aleatórios.
Sou carente e extremamente necessitada.
Sou honesta, às vezes até demais. Tenho o coração ao pé da boca e digo, claramente, tudo o que penso (embora às vezes devesse pensar no que digo).
Sou ansiosa faço uma tempestade num copo de água de todas as situações e mais algumas. Tenho ataques de pânico frequentes.
Sou eufórica.
Sou apaixonada pela vida e por vezes por alguém.
Apego-me muito a pequenos gestos e valorizo atitudes aparentemente invisíveis.
Presto muita atenção a pequenos detalhes.
Tenho uma pequena obses…

"Lamento, mas sabes-me a pouco" 

Este é mais um dos meus sarcasmos dos quais geralmente te queixas.
Não lamento, pelo contrário.Agradeço a todas as estrelinhas e mais algumas por te terem tirado da minha vida.
Tornaste-te um arco íris sem cor na vida de uma mulher que precisa de ter a vida pintada de cores alegres. És sombrio e sem cor. És apagado e sem vida. Não transmites nada a não ser insegurança e essa típica arrogância que te esforças por manter.
Esforças-te em demasia e não é para te tornares numa pessoa melhor. Tentas agradar quem não deves e esqueces-te de fazer mais por quem te quer bem. Não te quero bem, sorry not sorry.
Não sou rancorosa mas ver-me-ia extremamente realizada se no futuro viesse a saber que te deste mal na vida.
Afinal de contas: não foi sempre isso que quiseste para mim?
Se fosse infeliz? Que passasse manhãs, tardes e noites a chorar por ti? Que não saísse da cama?Pois bem, a verdade é que nada disso aconteceu.
Lidei contigo da mesma forma com que lido com a chuva: protegendo-me.
Criei uma barreir…

Stand Out 

"Why are you trying so hard to fit in when you were born to stand out?" 
Ian Wallace


Não há maior verdade que esta. 
Passamos uma vida inteira à procura de aprovação e integração social. Buscamos eternamente a aceitação dos vários grupos de pessoas que nos rodeiam. A grande pergunta é: para quê? 
Somos todos diferentes. É isso que torna as relações interpessoais interessantes. A imprevisibilidade, a irreverência e a diferença. Nada substitui a tentativa de decifrar alguém que não se conhece. De dar tempo ao tempo para se descobrir cada fraqueza e cada ponto de força. Para descobrir o ponto de equilíbrio entre nós e outra pessoa. 
Já imaginaram que fossem todos iguais a nós próprios? Não teria piada nenhuma. 
O mundo está cheio de bestas quadradas, pacifistas, pessoas felizes e infelizes, alternativos, religiosos, etc. 
Com certeza, também de muita gente igual a mim. E posso garantir-vos, com todas as certezas e mais algumas, que um mundo repleto de pessoas como eu, não seria um mun…

Adeus 2.0

Sempre larguei tudo por ti.  Sempre deitei fora o que tinha como garantido só por mais uma chance de te ter. Uma oportunidade para tentar, mais uma vez. Já sabemos o resultado: nunca resulta. Somos demasiado diferentes e jamais conseguiremos remar na mesma direção. Sempre deixei toda a gente por ti. Bastava apareceres e eu trocava o certo pelo errado, e ficava contigo sabendo que nunca conseguiremos fazer um acerto juntos. Durava meros dias. E depois eu ficava sozinha de novo. A verdade, é que te dei demasiado protagonismo. Dei-te demasiadas oportunidades, bem mais do que aquelas que consigo contar. Nunca representaste novidades. Foste sempre o mesmo, tanto em defeitos como em qualidades. Sempre tiveste as mesmas manias e facetas que sabias que impossibilitavam que desse certo. Nunca te importaste em moldar-te a mim nem tão pouco deste valor a todas as pessoas que eu deixei para trás por ti. Mas a culpa é minha. Por achar que a nossa história tinha continuação, passasse o tempo que pa…

Quantas?

Diz-me, honestamente.
Diz-me quantas vezes é que te sentiste grato por eu ter nascido. Diz-me quantas vezes é que falaste de mim de boca cheia e com o orgulho típico que qualquer pai sente, ou deve sentir.  Diz-me quantas vezes é que disseste que te sentias feliz por me ter como tua filha.  Diz-me quantas vezes referiste que gostas de mim.  Diz-me quantos elogios e qualidades me reconheceste ao longo dos meus vinte anos de vida. Diz-me quantas vezes é que me disseste ''boa, filha''.  Diz-me quantas vezes é que conseguiste evitar um ''eu avisei''.  Diz-me quantas críticas me fizeste. Diz-me quantas vezes é que quiseste ouvir os meus problemas. Diz-me quantas vezes é que me deste a mão quando eu bati no fundo.  Diz-me quantas vezes é que estiveste disposto a saber algo da minha vida.  Diz-me quantas vezes foste egocêntrico e usaste a desculpa do ''agora não filha, não tenho tempo''. Diz-me quantas vezes é que me perguntaste se precisava de…

Tudo passa, eventualmente 

E faz um hoje um mês que tomei uma decisão. Não é motivo de orgulho nem de desilusão própria. Não foi, certamente, uma ato de coragem nem tão pouco de cobardia, mas sim um ato de desespero. Não havia saída. Pelo menos, era que eu achava. Não houve uma luz ao fundo do túnel, uma voz a ecoar na minha cabeça a dizer que dias melhores estariam para vir, nem um anjinho pousado no ombro a dizer "não faças isso". Sou sensível e emotiva na mesma medida em que sou forte e determinada. Sou 8 ou 80 e não arranjo pontos intermédios. E este, foi mais um dos muitos exemplos que comprovam a minha polaridade. Andava triste e em baixo de vez em quando mas conseguia aguentar-me. Como qualquer ser humano, tenho limites e há coisas que pior do que custarem a engolir, custam ouvir. Ouvi o que não quis. Segundo dizem, era algo positivo. Não o vi dessa forma. Talvez por não ter sido dito como um encorajamento ou então estava mesmo pouco lúcida e levei aquilo como uma crítica, mais uma. Senti-me fr…

Sinto muito por sentires tão pouco

Tenho pena.  
Tenho pena que te tenhas saturado do meu feitio e manias. Que o meu sorriso tenha deixado de ser contagiante. Que o meu corpo já não te desperte desejo. Que não te chame à atenção. Que não te interesse. Que não te cative como no primeiro dia. O que sinto é apenas pena.  Mas tu não tens culpa. Não te julgo nem censuro. Não sei se o problema é meu, se teu. Meu por me desleixar e deixar de demonstrar diariamente aquilo que eras para mim e por te relembrar do quanto mexias comigo, ou teu. Teu por te teres desinteressado. Por teres deixado de me querer. Por teres fracassado. Sim. Lamento, mas fracassaste. Começaste bem. Entraste na minha vida com o pé direito. Pela primeira vez fizeste a menina ponderada pensar "entrega-te uma última vez". Vejamos onde chegamos. Mas apareceste e viraste o meu mundo do avesso. E eu, apeguei-me. Admito. Pergunto-me se algum dia encontrarei alguém que goste mais que eu, que dê mais que eu. Como sempre disse, não dou para receber e muit…